ISTSat-1 há 2 anos a espreitar-nos do Espaço
No dia 9 de julho de 2026, o ISTSat-1 completa dois anos de vida ativa no Espaço sendo o mais antigo satélite português sobrevivente, ainda em operação.
O ISTsat-1 foi o primeiro satélite realmente projetado, fabricado e construído em Portugal, por uma equipa do IST que envolveu a colaboração do INESC-ID, do IT e do IDMEC.
Os ultimos dados, recolhidos no dia 7 de julho de 2026, indicam que o satélite está em perfeitas condições operacionais mas os sinais emitidos continuam a chegar fracos devido a um problema já identificado pela equipa do ISTnanosatLab.
No lançamento realizado em 9 de julho de 2024, pelo lançador Ariane 6, o ISTSat-1 ficou numa órbita a 580 km de altitude. Atualmente, os parametros da órbita podem ser observados no quadro seguinte, que nos mostra uma órbita elítica que oscila entre 554 km e 505 km de altitude (média de 530 km), ou seja, o ISTSat-1 está a perder altitude a um ritmo de cerca de 25 km por ano de vida. Quando descer até 250 km ou 200 km de alitude, o satelite começará a caminhar para a morte. Assim, esperemos que se mantenha operacional nos próximos 10 anos até atingir esta situação, e que os sistemas a bordo nos continuem a enviar os seus sinais vitais.

Como é natural com qualquer satélite desprovido de propulsor, o ISTSat-1 vai perdendo altitude, como se ilustra no grafico seguinte. Esta queda oscila entre 17 m e 50 m por dia, dependendo da atividade solar, que nos períodos de intensa atividade faz subir partículas carregadas que introduzem maior arrasto no voo.

A equipa do ISTnanosatLab tem sido frequentemente avisada de risco de colisão do ISTSat-1 com outros satélites, nomeadamente com satélites da constelação Starlink . Neste momento há cerca de 10750 satélites, em órbitas baixas, LEOs, maioritariamente da Starlink, e a equipa do ISTnanosatLab já foi informada de risco de colisão provável a poucas dezenas de metros, mas só os satélites desta constelação podem alterar lentamente as trajetórias, pois têm propulsores (motor iónico de árgon).
Na figura mostra-se algumas imagens do ISTSat-1, retiradas no dia 7 de julho de 2026, a navegar nesta confusão de trajetórias das populações de satélites LEO.

A AMRAD e a equipa do ISTnanosatLab desejam votos de longa vida para o ISTSat-1
