Como guardamos a história?
Ao longo dos tempos fomos desenvolvendo métodos que nos permitiam guardar informação permanente sobre as coisas que considerámos serem relevantes da nossa vida, usando vários meios: gravuras em materiais, papel, livros, discos, cassetes, disquetes, etc. Usámos princípios físicos clássicos da: mecânica, eletromagnetismo, ótica, etc.
Com o desenvolvimento dos semicondutores e baseando-se nas teorias da mecânica quântica começámos a poder criar dispositivos eletrónicos extremamente compactos para guardar informação não volátil, que hoje em dia são usados em arquivos digitais de enorme capacidade, mas de dimensão diminuta.
Em 2026, foram fabricados chips de 8 TBytes de memória Flash que ocupam uma área de 50 mm2 e têm a espessura de 1 mm. Cada destes chips pode armazenar o conteúdo médio de 8 milhões de livros de texto. Se um humano ler um livro por dia, demorará 20 000 anos a ler o chip.
O cérebro humano é muito mais complicado mas não seria capaz de guardar os 8 milhões de livros. Estudos recentes estimam que a capacidade do cérebro humano médio, de 1, 4 kg, é de cerca de 8,5 PetaBytes, mas não são todos usados para memorizar coisas. Seriam precisos 330 chips destes, que consumiriam 850 W de potência, quando o cérebro humano consome cerca de 25 W (nos consumidores esbanjadores que o usam muito).
Pode ler aqui, como esses chips guardam a informação,
Ou, enquanto trabalha, pode ouvir aqui um Podcast resumo feito por IA a partir do texto original.
Estes arquivos são temporários e tudo pode desaparecer num instante. Mas há muitas empresas, incluindo a Microsoft, a investigar como gravar, com lasers, grandes conteúdos de informação tridimensionalmente, em placas de vidro, que durariam uma eternidade, como as gravações em pedra feitas há milhares de anos.
Apenas duas notas:
1- Não se esqueça de uma pendrive ou disco externo, baseados nestas memórias, muito tempo dentro de uma gaveta sem ligar a um PC. Pode perder a informação. Assim que ligar ao PC é feita uma correção de erros.
2- Não use mais do que 85% da capacidade de armazenamento disponível nestes dispositivos, se o fizer eles podem ficar lentos e podem desgastar-se rapidamente.
