Observatório Ambiental

A AMRAD, como entidade gestora das atividades do Observatório Ambiental, realizou, inicialmente, a maior parte das atividades do Observatório, no Centro de Juventude de Oeiras (CJO).

Depois da interdição da entrada do Presidente da AMRAD, na época (2007), Mariano Gonçalves, por parte do Presidente da Câmara de Oeiras, Dr. Isaltino Morais, a AMRAD suspendeu todas as atividades neste espaço tendo-as deslocalizado para outros espaços alternativos.

A Direcção da AMRAD seguinte, presidida por Moisés Piedade, discordando da Direcção anterior, relativamente ao desaproveitamento deste espaço da AMRAD, depois de entrevista pedida ao Dr. Isaltino Morais, reiniciou o processo de reocupação, reequipamento e  operacionalização  das instalações do CJO. Todavia, nessa entrevista, o Dr. Isaltino Morais fez um despacho para o Sr. Vereador da Juventude, Dr. Ricardo Pinho, que estava presente, onde manteve a interdição de entrada nas instalações do CJO, ao colega Mariano Gonçalves.

Foram apresentados à CMO projetos anuais para as atividades  a decorrer no CJO. Foram reinstalados servidores, computadores pessoais e outros equipamentos (cedidos pelo IST).

Na visita realizada ao CJO pela Direcção da AMRAD, em Maio de 2012, foi reiterada a intenção de reactivar as instalações e recomeçar a atividade com as escolas em Outubro de 2012.

Entretanto foi proposto ao CJO a realização de um grande acontecimento em Outubro de 2012, no concelho de Oeiras, envolvendo 900 escuteiros do  CNE – Corpo Nacional de Escutas e da AEP – Associação de Escoteiros de Portugal. A AMRAD foi contactada pela CNE/AEP para envolver meios da  AMRAD, nas instalações do CJO e as outras atividades  dos escoteiros seriam realizadas na Fundição de Oeiras, por sugestão do CJO.

Depois de avisar o CJO de que iria iniciar a verificação das instalações da AMRAD no CJO, a Direcção da AMRAD foi avisada, em 25 de Setembro, de que não havia autorização superior para essa intervenção pelo que a Direcção teve de desconvocar a equipa destacada pela AMRAD para essa intervenção.

O Sr. Vereador da Juventude, Dr. Ricardo Pinho, alegou que desde Maio nada tinha sido avançado e também que a página da AMRAD tinha críticas à política da CMO para a Juventude, remetendo a AMRAD para uma decisão posterior sobre a utilização esse espaço.

A AMRAD procurou um local alternativo para realizar esse acontecimento, em colaboração com os escoteiros, tendo obtido a colaboração exemplar da Associação de Comandos que disponibilizou as suas instalações na Bateria de Costa, na sede da Associação de Comandos. Esta foi uma excelente escolha pois trata-se de um lugar privilegiado para as práticas do escotismo,

 ver notícia.

O Observatório foi incluído numa análise parcial e tendenciosa num programa produzido pela TVI, ver Reportagem TVI, mesmo depois do presidente da AMRAD, entidade responsável pelo Observatório, ter elucidado a jornalista sobre o estado de funcionamento transitório do Observatório, da deslocação de atividades para outros locais , por parte da AMRAD, e da intenção de a nova Direcção da AMRAD ter apresentado projetos para o reinicio das atividades também no Centro de Juventude, único local visitado pela jornalista de entre os vários em que decorriam atividades.

 

A informação que se segue constava na antiga página Web da AMRAD e descreve o enquadramento e a instalação da sala no CJO onde decorriam muitas das atividades do Observatório.

Observatório Ambiental de Teledetecção e Comunicações Aerospaciais

Liga Ambiental para a Educação Juvenil e Ciências do Mar

A ideia de se criar em Portugal um espaço temático dedicado a disciplinas complementares que, de algum modo, possam ao lado da comunidade científica, partilhar e contribuir para a avaliação ambiental contínua e a conservação da natureza, assim como para a ecologia social e urbana, e para a prevenção de comportamentos de risco e aditivos, através da ocupação e da qualificação funcional e técnica dos jovens, são dados resultantes de um projecto integrado que nasceu em 1984, a partir de uma proposta que um grupo de cidadãos e munícipes oeirenses apresentou junto da Liga Ambiental para a Educação Juvenil e Ciências do Mar.

Em conformidade com a Lei e o Regulamento das Radiocomunicações, dado que, a Liga é uma ONGA (organização não-governamental de ambiente), não estaria ela em termos dos seus estatutos, autorizada e nem sequer qualificada para, no âmbito do Serviço de Amador e do Serviço de Satélite de Amador, poder exercer tais actividades.

Neste contexto, de sinergias, foi a própria Liga que em cooperação com alguns dos seus associados e com Amadores de Rádio estudiosos das ciências radioeléctricas, e do ambiente, se interessaram pelo assunto, e fundaram a AMRAD, para que através desta instituição, se permitisse o necessário suporte, técnico e legal, a um modelo inovador de actividades de ciência e tecnologia.

É assim que, a partir do conceito em 1995, surge a criação em 2000 e se consolida no ano de 2002 o funcionamento regular, destinado às escolas, aos jovens e aos munícipes de Oeiras, o Observatório Ambiental de Teledetecção e Comunicações Aerospaciais.

A partir da fundação da AMRAD em 2002, e num processo dinâmico de absoluta autonomização associativa, com os seus membros confederados na IARU, com a AMRAD integrada na AMSAT e reconhecida como delegação portuguesa, integrada na ARISS, a AMRAD, enquanto entidade gestora do observatório, solicita atribuição do indicativo de chamada CQØRAD junto da autoridade nacional de comunicações – ANACOM, em conformidade com o regulamentação das radiocomunicações, definido pela UIT, CEPT e ANACOM.
O Observatório Ambiental de Teledetecção Atmosférica e Comunicações Aerospaciais foi inaugurado no dia 28 de Novembro de 2002, numa cerimónia presidida pela Presidente da Câmara Municipal de Oeiras, acompanhada pelos vereadores dos pelouros da Educação e Juventude e um conjunto de outras individualidades, personalidades representantes de entidades e instituições que apoiam este projecto educativo, de cultura científica. A cerimónia teve lugar no auditório do Centro de Juventude Oeiras, o lugar onde está sediado o observatório aerospacial de Oeiras.
O Observatório CQØRAD é pois, um espaço educativo e alternativo a outros modelos ocupacionais, criado para promover outras culturas, da ciência e da tecnologia, é um espaço onde se integram diferentes disciplinas do Serviço de Amador, designadamente o Serviço de Satélite de Amador. O observatório também é um espaço interdisciplinar de museologia e ciência viva, dedicado a actividades ligadas com a rádio e a teledetecção remota, as comunicações aerospaciais, a radioastronomia e astrofísica.

CQØRAD é uma estação e um lugar de encontro entre Radioamadores qualificados, que se interessam pela cultura científica e tecnológica, mas que gostam de partilhar com os jovens, as suas preferências sobre as ciências, recreando tecnologias e actividades de manifesto interesse educativo e cultural.

CQØRAD é um exemplo pioneiro de inovação cultural pelos Radioamadores, enquanto cidadãos interessados, que em simultâneo partilham os seus conhecimentos técnicos e funcionais com outras entidades, com organismos ou associações. Onde entre outras coisas, esses Radioamadores facultam aos jovens em idade escolar, espaços temáticos, pedagogicamente sustentados pelos próprios amadores, de molde a permitirem a ocupação dos tempos livres, com a finalidade de recriar e educar, mas também de se prevenirem comportamentos desviantes.
CQØRAD é uma estrutura de estudo, de desenvolvimento tecnológico, de construção e de integração de engenharia de sistemas, onde a rádio e o radioamadorismo, assumem uma atitude de partilha de meios, capazes de ajudarem o desenvolvimento, o conhecimento, o saber, e de sustentar e elevar os aspectos mais relevantes de uma qualificação funcional e técnica permanente (dos jovens e cidadãos), designadamente daqueles que, por estas disciplinas se interessam, do ponto de vista escolar, académico ou profissional.

Os projectos associados às actividades desenvolvidas dentro observatório, foram apoiados pelo Ministério da Ciência e da Tecnologia. O apoio que este trabalho mereceu, tem por fim, a opção de se desenvolver e sustentar, com carácter de continuidade, não mais um clube, que não é, mas uma cultura científica e tecnológica, factor determinante de desenvolvimento, designadamente, junto das crianças em idade escolar.

Em 30 de Abril de 2002, foi formalizado o apoio e partilha das instalações, conferido pela Câmara Municipal de Oeiras. Fazem parte do consórcio de criação e funcionamento do observatório aerospacial de Oeiras, a autarquia, e as associações de ambiente e juvenis, de radioamadores e estudantes de engenharia, que em conjunto, promovem e gerem o observatório e o seu espaço de museologia, aberto ao público.
ENSINO EXPERIMENTAL DAS CIÊNCIAS

Intervir juntos, e com os jovens em idade escolar

O acesso dos jovens e alunos, munícipes interessados por estas disciplinas e actividades educativas e lúdicas, assim como a utilização de meios técnicos e laboratoriais, e ainda, os equipamentos e estações radioeléctricas em funcionamento no Observatório CQØRAD é possível, desde que estes meios sejam utilizados por:

1) Jovens enquadrados em programas educativos promovidos pela AMRAD e ou Câmara Municipal de Oeiras,

2) Por cidadãos, desde que qualificados e reconhecidos no quadro legal expresso pelos regulamentos das radiocomunicações em vigor e anexos à Convenção Internacional das Telecomunicações, nas recomendações da Conferência Europeia de Correios e Telecomunicações (CEPT), de que Portugal é signatário, depois de apreciados e autorizados os formulários de candidatura, pela direcção da AMRAD.

3) No âmbito do Plano Nacional de Emergência e Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência, do Serviço Nacional de Protecção e Defesa Civil.

O acesso às actividades do Observatório:

A operação, exploração e manutenção técnica dos equipamentos de Rádio e Comunicações existentes no observatório, são exercidas pelos Sócios Efectivos da AMRAD, que são os Amadores de Rádio titulares do serviço de amador, são voluntários técnica e culturalmente empenhados em transferir conhecimento e saber, em promover a cooperação e o desenvolvimento.

O espaço do observatório aerospacial de Oeiras, inclui meios técnicos e recursos humanos treinados e qualificados entre os radioamadores voluntários, residentes no concelho de Oeiras, prontos a operar em situações de emergência e calamidade, em conformidade com o Plano Nacional de Emergência e Plano Nacional de Telecomunicações de Emergência, conformes com o Serviço Municipal de Protecção Civil de Oeiras e Serviço Nacional de Protecção Civil.

 

A partilha dos meios e a participação nas actividades do Observatório:

 

A partilha e a participação em todas as actividades desenvolvidas de forma regular e continuada pela estrutura associativa do observatório, está sempre disponível, para os jovens e crianças em idade escolar, que se podem inscrever como; Sócios Beneficiários – e que são todos os jovens com idade inferior a 25 anos, quer sejam ou não radioamadores licenciados, que por isso beneficiam da isenção do pagamento de quotização, desde que, estejam integrados em actividades regulares, ou programas educativos e de qualificação promovidos pela, ou através da AMRAD.

As escolas de ensino primário e secundário, ou outras entidades ou instituições que desejam visitar as instalações e os espaços de museologia existentes no Observatório CQØRAD, devem contactar:

VISITAS DE ESTUDO

As visitas de estudo, podem ser realizadas após uma marcação prévia (gratuita) junto do Gabinete de Apoio à Juventude, localizado no Centro de Juventude Oeiras.

As marcações, são feitas com 2 semanas de antecedência.

CÂMARA MUNICIPAL DE OEIRAS – Gabinete de Juventude
Centro de Juventude de Oeiras
Alameda Conde de Oeiras
2780 OEIRAS
Telefone: 214 467 570/8
Telefax: 214 467 575

E-mail: observatorio@amrad.pt
Dias úteis: 09:00 às 12:30 e 14:00 às 17:30 horas

Mapa da localização do Centro de Juventude em Oeiras

 

INSTALAÇÃO DO OBSERVATÓRIO

Após os contactos efectuados com a Câmara Municipal de Oeiras, surge em 2000 a criação do Observatório Ambiental de Teledetecção e Comunicações Aerospaciais e que se consolida no ano de 2002. Agora já com um funcionamento regular, destinado às escolas, aos jovens e aos munícipes de Oeiras, observatório aproxima-se a passos largos da finalização da sua instalação.

Quando a AMRAD tomou contacto com a sala, que foi gentilmente cedida pela CMO, para instalar o Observatório, começou desde logo a estudar o modo como ficariam dispostos todos os equipamentos que constituem o observatório. Para tal, foi feita uma planta da sala, com a disposição de cada mesa e respectivos equipamentos necessários às actividades envolvidas.

Fig. 1 – Planta do Obervatório

Além da sala em si, havia que pensar também no parque de antenas, aspecto fulcral ao bom funcionamente de qualquer estação de rádio. Para tal, e tendo em conta que o número de antenas ainda é considerável, e também que as várias estações devem poder funcionar em simultâneo sem que se possam interferir, foi feito préviamente uma planta da localização de todas as torres, mastros e antenas, cabos coaxiais, calhas, etc. Para dar uma ideia geral de como ficam instaladas as antenas, apresentam-se as figuras seguintes, ilustrativas do projecto.

Fig. 2 e 3 – Esquema do parque de antenas do observatório

– Preparação da instalação eléctrica de suporte aos equipamentosA instalação do observatório passa por várias fases, entre as quais se destacam:

– Instalação dos sistemas informáticos;

– Instalação dos sistemas de rádio, emissores e receptores;

– Instalação da Torre que suporta as antenas YAGI-UDA de HF, VHF, UHF e SHF

– Instalação do mastro que suporta as antenas de polarização cruzada, circular esquerda ou direita, para satélites OSCAR e parabólica para 2.4GHz para AO-40;

– Instalação dos dipolos de 40m e 80m

– Preparação das bancadas de trabalho em electrónica, para construção, integração, teste e medida, dos projectos desenvolvidos na AMRAD;

– Colocação de projector de vídeo para projecção múltipla de imagens provenientes dos computadores e/ou vídeo VHS/DVD;

As imagens seguintes mostram alguns dos trabalhos já efectuados, no processo de conclusão da instalação do observatório:

Fig. 4 – Instalação da Torre de 21 m

Fig. 5 – Pormenor da posição da torre em relação ao edíficio do Centro de Juventude

Fig. 6 – Instalação das calhas de suporte aos cabos

Fig. 7 –  Bancada de trabalho com alguns instrumentos de teste e medida do observatório. Módulos e cartas utilizadas na integração de balões, TVA e Packet Radiotambém expostos.

Fig. 8 – Estação de HF. Capaz de estabelecer comunicações por voz, morse ou outros modos digitais, como por exemplo SSTV, WXFAX ou RTTY.

Fig. 9 – Estação de Satélite. Capaz de comunicar acompanhar satélites de órbita polar ou elíptica, controlar o emissor/receptor, gravar toda a informação da comunicação e funcionar em modo automático, através de controlo remoto.

Fig. 10 – Estação de tratamento de áudio, vídeo e imagem. Possibilidade de editar toda a informação relacionada com as comunicações da estação, como por exemplo para produção de slides, pequenos filmes educativos ou cd’s de áudio.

Fig. 11 – Estação receptora. Capaz de receber sinais desde 30KHz até 2GHz, com largura de banda estreita, ou larga. Capacidade de armazenar os dados recebidos de forma digital para posterior análise.

Figs.12, 13 e 14 – Instalação das antenas do Kit Oscar Link

Fig.15 – Instalação da antena Gap Titan DX

Fig.16 – Instalação das antenas Yagi de HF, 50Mhz, 144MHz, 1296MHz e vertical de VHF/UHF X300 na torre principal