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Um
pouco de história e factos passados |

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Os Radioamadores também tiveram, neste domínio das comunicações
aeroespaciais, um papel preponderante para o desenvolvimento
de aplicações técnicas, que nos permitem hoje a utilização
de tecnologias essenciais ao voo no cosmos e à exploração
espacial.
Os primeiros satélites lançados para o espaço foram o
pioneiro satélite russo SPUTNIK:

(Foto:
Agência Espacial Russa)
(Clique
na foto para escutar o SPUTNIK)
E mais tarde o satélite americano VANGUARD:

(Foto:
Museu Fort Monmouth, USA)
(Clique
na foto para escutar o VANGUARD)
Os satélites de radioamador surgem na década dos anos de
1960 e 1970 designadamente com a criação do projecto OSCAR
- Orbiting Satellite Carrying Amateur Radio, uma associação
que cresceu e esteve mais tarde na origem da fundação da AMSAT
- Amateur Radio Satellite Corporation.
Em Portugal houve alguns radioamadores que se dedicaram a
estes assuntos, acompanhando então a recepção dos sinais
emitidos pela generalidade das balizas dos diversos satélites
OSCAR lançados no espaço.
A
Fase 1 dos satélites LEO, inicia-se com o OSCAR 1
em Dezembro de 1961 e termina com o OSCAR 5 em Janeiro
de 1970. Durante os voos orbitais destes satélites, Nunes
Pinto - CT1UT tornou-se um dos amadores portugueses que
primeiro se interessaram por estas disciplinas durante os anos
de 1960, ao lado de CR6CH - Leça Faria, o fundador do
Observatório Astronómico da Mulemba em Angola, e malogrado
irmão de CT1DT - Mário Portugal.
Clique
OSCAR 1,
para escutar o som do satélite lançado em Dezembro de 1961
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Oscar
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Oscar
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Só alguns anos mais tarde, a capacidade das comunicações
dos satélites de órbita polar de baixa altitude, se
modifica, com a chamada Fase 2, iniciada em Outubro de 1972
com o lançamento do OSCAR 6. Assim surge um satélite
retransmissor de 2W PEP, portador de um transponder linear de
100 KHz de banda passante, um satélite de amador lançado
para o espaço em Outubro de 1972 e que foi operado em
Portugal em Dezembro do mesmo ano pela estação de CT1XI. Uma
estação que teve então a oportunidade de ensaiar, em CW, os
primeiros contactos bilateriais realizados através de satélite,
pois naquela altura, ainda não existiam em Portugal, estações
sequer equipadas para operar em SSB nas faixas acima de 30
MHz.
A foto seguinte mostra um exemplo de uma estação de amador
para comunicações de satélite, neste caso a estação de
CT1XI em 1972, emissor de 80 W para AM e CW com multiplicação
de frequência excitado por VFO de 2x4 MHz, um receptor de
tripla conversão para VHF com conversor a nuvistores.

(Clique
na foto para escutar CW, FY7AS no OSCAR 6 em
1972)

(Clique
na foto para escutar SSB, W2BXA no OSCAR 7 em
1974)
Este período de satélites orbitais de baixa altitude, durou
até ao lançamento em Outubro de 1989 do OSCAR 9, que
foi o primeiro satélite de pesquisa, para experimentação
educativa e científica, desenvolvido por Radioamadores da
Universidade de Surrey em Inglaterra.
De referir que em 1973 as estações de CT1XI e de CT1ON (ex.
CT1WW) cujos titulares estavam nessa altura a cumprir o serviço
militar nas colónias de Angola e Guiné respectivamente, os
territórios a partir dos quais, estes amadores operaram as
estações de CR6XI e CR3ON. Foi a partir de África que
CT1XI e CT1ON efectuaram outros contactos por satélite,
primeiro via OSCAR 6 e depois em Novembro de 1974 através
do OSCAR 7, agora na companhia de CT1QG (um oficial
alemão, residente ao tempo na base aérea de Beja, e que
operava a sua estação em Portugal).
Museu
Alemão em Munique, imagens dos primeiros balões sonda (ainda
com circuitos a válvulas) durante os anos de 1960 e 1970
É também no princípio da década dos anos de 1970 que surge
em França, um grupo de radioamadores que desenvolveu e
lançou, através de balão na atmosfera, diversos
sistemas, alguns deles compostos por um conversor linear de
recepção em VHF para emissão em HF. Pretendia-se então,
simular as condições de um satélite em voo na alta
atmosfera, sem o recurso a foguetes espaciais.
Também foi nesse período que na Alemanha se iniciaram
primeiros lançamentos de sondas atmosféricas, através de
voo passivo em balões.
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